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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PODER: FASCINIO HUMANO






PODER DIVINO NA FRAQUEZA HUMANA
TEXTO ORIGINAL JOHN STOTT
Ênfase por Hudson Medeiros
p.18
Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria e o entendimento dos entendidos. Onde está o sábio? Onde esta o escriba? Onde esta o questionador deste século? Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que crêem. Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos,Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens. Ora,vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. Nem muitos os nobres que são chamados.Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Porventura não tornou Deus, louca a sabedoria deste mundo? Para que, como está escrito: Aquele que se glorie, glorie-se no Senhor. E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de Poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. (I Coríntios1:18-2:5)
Nesta passagem o apóstolo Paulo menciona quatro vezes o poder (1:18-24; 2:4-5).
Faz referência ao poder de Deus, da cruz, de Cristo e do Espírito Santo. A estas referências podemos agregar mais duas, tomadas de sua segunda carta aos Coríntios:
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder, seja de Deus, e não da nossa parte. (II Coríntios 4:7). E ele (o Senhor) me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me glorificarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo. (II Coríntios 12:9)
Hoje vivemos em uma sociedade que adora o poder. Obviamente, a situação não é nada nova. A cobiça pelo poder tem caracterizado sempre o ser humano. Foi precisamente essa ambição que conduziu a queda de Adão e Eva, já que Satanás os tentou a desobedecer em troca de lhes dar poder.
A SEDE DE PODER SE EXPRESSA HOJE EM TRÊS AMBIÇÕES HUMANAS MUITO AMPLAS: A AMBIÇÃO DESMEDIDA: PELO DINHEIRO, PELA FAMA E PELA INFLUÊNCIA.
Encontramos esta cobiça pelo poder em todos os âmbitos:
 na política,
 na vida pública,
 nas relações familiares,
 nos negócios,
 na indústria
 e no exercício profissional.
Lamentavelmente, também aparece:
 na igreja: na luta pelo poder eclesiástico nos altos níveis,
 nas disputas denominacionais, no exercício da liderança em algumas igrejas locais e ainda
 nas organizações para eclesiásticas que pretendem converter-se em impérios mundiais.
 Se formos honestos, descobrimos que esta sede de poder chega ao púlpito. O púlpito é um lugar extremamente perigoso para qualquer filho de Adão.
 O poder é mais tóxico que a bebida alcoólica e mais vicioso que as drogas. LordeActon, um político inglês do século XIX, estava preocupado pelas lutas de poder no seio do governo que pretendia ser democrático, e ainda na igreja católica romana, à que ele pertencia. Em 1817, o Concilio Vaticano I declarou a infalibilidade do Papa. Lorde Acton manifestou seu desacordo, e suas palavras seguem vigentes:
 “O poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente”
p.19
Também deveríamos nos preocupar com a luta pelo poder que vemos entre os evangélicos, ainda se mais quando se trata do poder do Espírito Santo.
 Porque queremos receber poder?
 Buscamos realmente o poder para testificar, para viver em santidade, para viver com humildade?
 Ou reflete um desejo egoísta de exaltar nossa própria figura, ampliar nossa influência, impressionar e até manipular a outros?
Até o evangelismo pode ser, em ocasiões, uma forma velada de imperialismo, se promove mais o poder humano que o Reino de Deus. Nossa única preocupação deveria ser a majestade absoluta do Senhor Jesus Cristo e a honra de Seu Reino.
Cristo mesmo nos adverte contra a ambição de poder. Ainda que no mundo se usa a autoridade para controlar os outros, Jesus disse a seus discípulos que não devia ser assim entre eles:
Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. Pois também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.
(Marcos 10:42-45)
Jesus não se apegou ao poder que legitimamente lhe pertencia.
Se Ele renunciou ao poder, nós devemos fazer o mesmo. Esta perspectiva é totalmente oposta à do mundo. Este valoriza o poder. Deus, pelo contrário, insiste na humildade. Não há maneira de reconciliar estas duas perspectivas. São opostas e devemos escolher entre elas.
Provavelmente temos absorvido mais do que, imaginamos dessa mentalidade secular.
O filósofo Nietszche construiu todo um sistema sobre a premissa do poder. Propunha um mundo dominado por governantes autoritários e opressores, no qual não havia lugar para seres débeis e
enfermos. Seu ideal era o super-homem. Nietszche adorava o poder e depreciava a Jesus Cristo, por sua fraqueza. Ao contrário, o modelo que Cristo pôs diante de nós foi um menino.
Por isso, o Título deste capítulo nos apresenta diretamente o paradoxo do evangelho: poder na fraqueza. Esse é o tema central de ambas as cartas de Paulo aos coríntios.
Diferente do mundo, o poder de Deus se mostra por meio da fraqueza. A fragilidade humana é o terreno no qual se manifesta o poder divino.
Na passagem de I Coríntios1:17-2:5 encontramos três expressões da mesma
realidade:
 O poder de Deus se mostra na fraqueza da mensagem,
 Na fraqueza dos receptores desta mensagem,
 E na fraqueza daqueles que pregam a mensagem.
O poder se mostra na fraqueza na mensagem: a cruz
Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos. Onde está o sábio? Onde esta o escriba? Onde esta o questionador deste século? Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que crêem. Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens. (ICorintios 1:18-25)
p.20
Paulo repete duas vezes o conceito de poder na fraqueza da mensagem: nos versículos 18-21 nos versículos 22-25.
Os dois parágrafos começam com uma referência à cruz e em ambos casos o apóstolo assinala que a perspectiva humana da cruz é diferente de Deus.
A loucura da pregação
O versículo 21 culmina no primeiro parágrafo com uma afirmação maravilhosa do evangelho. Contem três importantes contrastes.
1. Quem tomou a iniciativa de vir para salvar os pecadores?
A resposta põe em evidencia o primeiro contraste entre Deus e o mundo.
 A sabedoria do mundo falhou, mas Deus tomou a iniciativa e enviou a Seu Filho para salvar aqueles que creram n’Ele.
2. O resultado desta iniciativa de Deus nos mostra o segundo contraste.
 A salvação em Cristo não é só conhecimento acerca de Deus, tal como a sabedoria humana poderia chegar a oferecer. A salvação que Deus oferece é muito mais que simplesmente conhecer sobre Ele; é restaurar plenamente nossa relação com Ele.
3. O terceiro contraste surge ao perguntar como se levou a cabo esta iniciativa. Deus o fez através da “loucura da pregação”.
 O que era impossível para a sabedoria do mundo,Deus se contentou em fazê-lo através do kerygma, isto é, a mensagem do evangelho.
Loucura da cruz
O segundo parágrafo sobre a fraqueza da mensagem do evangelho compreende os versículos 22-25. O apóstolo elabora outra vez o mesmo tema; Deus mostra Sua sabedoria através da loucura da cruz. É na cruz, com toda a sua fraqueza, que Deus demonstra Seu poder. Paulo faz referencia à perspectiva que tanto os judeus como os gentios tinham da cruz.
1. Os primeiros pediam sinais e milagres. Esperavam um Messias político que expulsasse as legiões romanas para o mar Mediterrâneo e restaurasse a soberania do povo de Israel. Cada vez que um líder revolucionário dizia ser o Messias anunciado, os judeus lhe pediam
sinais de poder que dessem credibilidade ás suas pretensões. Por isso, constantemente faziam a Jesus essa pergunta: Quais são os sinais que tu fazes, para que em ti creiamos? Os judeus esperavam poder, não fraqueza.
2. O Cristo crucificado era um tropeço para as expectativas judias, que imaginavam um líder poderoso cavalgando a frente de um potente exército.
3. O que lhes oferecia o evangelho? A patética figura do nazareno crucificado, um verdadeiro insulto ao orgulho nacional.
4. Como podia o Messias de Deus terminar sua vida crucificado, condenado por seus compatriotas e ainda embaixo da maldição de Deus mesmo? Para a perspectiva judaica isto era inaceitável.
Os gregos, por sua vez, esperavam demonstrações de sabedoria. Estavam treinados para escutar cada nova teoria e comprovar se era razoável para a lógica humana.
Se para os judeus a cruz era expressão de fraqueza, para os gentios era de loucura.
1. Para os gregos e romanos a crucificação era um método de execução pública muito humilhante. Estava reservada unicamente para criminosos; nenhum cidadão livre era crucificado. Redundava inconcebível dessa forma. Cícero, o grande orador romano, disse que a cruz não só era alheia ao corpo de um romano senão para sua mente, seus olhos e seus ouvidos. A cruz era algo tão horroroso que um cidadão não devia presenciar uma crucificação, nem falar sobre ela, nem ainda considerá-la em sua imaginação.
p.21.
2. Em contraste com a percepção da cruz que tinham tanto judeus como gentis, Deus fez dela o meio para mostrar Sua sabedoria e Seu poder: “Cristo é o poder e sabedoria de Deus, porque o insensato de Deus é mais sábio do que os homens, e o fraco de Deus é mais forte que os homens” (1:24-25).
Porque descartamos a cruz?
As palavras de Paulo são muito relevantes em nossos dias e têm especial aplicação no ministério da pregação.
1. Ainda que não nos enfrentamos com judeus nem a gregos do primeiro século, existem modernos representantes de ambos os grupos.
A cruz continua sendo pedra de tropeço para aqueles que, como Nietzsche, adoram o poder. A cruz é tropeço para todos os que confiam no poder humano e em sua própria capacidade para se salvar.
2. Como os judeus contemporâneos de Paulo, muitos de nós tratamos de nos amparar em nossa própria justiça. Muitas pessoas crêem que Deus está obrigado a aceitá-las por suas boas obras. Quem pensa assim tem uma percepção muito pequena de Deus, ou melhor, uma exagerada percepção de si mesmos.
3. Ao contrário, aqueles que tiveram pelo menos uma visão parcial da majestade de Deus, não podem cair nesses erros. Nunca ninguém teve o poder de salvar-se a si mesmo e nunca terá. Essa é a mensagem da cruz e por isso é pedra de tropeço para aqueles que têm uma exagerada percepção de seu próprio poder.
Assim como a cruz é tropeço para os que confiam em sua própria moralidade, JUDEUS Éloucura para aqueles que confiam em sua própria capacidade intelectual. GENTIOS
Esta é a perspectiva do mundo sobre a cruz.
A. G. Ayer, um filósofo de Oxford particularmente famoso logo depois da Segunda Guerra Mundial, escreveu um livro intitulado Linguagem, verdade, e lógica. Assim se referiu com sarcasmo ao cristianismo: De todas as religiões históricas, há muito boas razões para considerar
o cristianismo como a pior, porque descansa em duas doutrinas. A primeira é o pecado original, e a segunda, a expiação vicária de Cristo. Ambas são intelectualmente inconcebíveis e moralmente
absurdas.
Ao contrário, para aqueles que Deus os chamou,
 a cruz não é fraqueza mas poder. Não é loucura, mas sabedoria.
 A cruz é o poder de Deus, por meio dela, foi possível a salvação dos pecadores.
 Ele nos reconcilia consigo mesmo, nos livra da culpa de Seu justo juízo sobre nossos pecados.
 Ele no liberta da escravidão de nosso egocentrismo e nos põem elevados ao caminho da santidade. Tudo isso é possível só por meio da cruz.
A cruz é também sabedoria de Deus, porque por meio dela Deus foi possível resolver o problema da humanidade, como também Seu próprio dilema - Como poderia Deus expressar sua justiça e condenar os pecadores sem frustrar dessa maneira, Seu amor por eles? Como poderia expressar Seu amor e perdoar aos pecadores, sem pôr em dúvida a Sua justiça? Em outras palavras, como poderia ser, ao mesmo tempo, um Deus justo e salvador?
 A resposta de Deus foi a cruz. Ali, Seu Filho, tomou nosso lugar, levou nossos pecados e morreu nossa morte.
 Paulo desenvolve este tema extensamente em sua carta aos Romanos. Em 3:21-26 declara que, na cruz, Deus demonstrou Sua justiça.
 E em 5:8, afirma também que ali Deus demonstrou seu amor.
 Não tem dúvida de que a cruz é sabedoria de Deus, muito mais efetiva e poderosa que a sabedoria humana!
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Poder na fraqueza dos crentes
Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. Nem muitos os nobres que são chamados.Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Porventura não tornou Deus, louca a sabedoria deste mundo? Para que, como está escrito:
Aquele que se glorie, glorie-se no Senhor. (I Coríntios1:26-31)
Deus não escolheu mostrar Seu poder na fraqueza da mensagem, mas também na fraqueza de quem recebe a mensagem. Os versículos 26-27 descrevem os crentes em Corinto. Não havia evidências de sabedoria, nem de poder, entre os convertidos dali, ao contrário. Os termos fortes os que Paulo usa no versículo 27: louca, fraca, ignóbil, desprezada do mundo... Nesta classe de pessoas houve atuação do poder de Deus.
A estratégia divina não mudou. Deus segue escolhendo o que para o mundo “não é” para desfazer o que tem pretensão de ser algo.
Estas três realidades são evidência do poder de Deus em nós por meio de Cristo
Nos versículos que seguem, o apóstolo explica que Deus quis fazê-lo para que ninguém se jacte em Sua presença.
Todo o crédito da salvação pertence unicamente a Deus. Por Ele, e só pro Ele, Jesus Cristo é para nós sabedoria, justificação, santificação e redenção.
 Cristo é nossa “justificação” pois por Ele entramos em harmonia com Deus. Isto já aconteceu no passado.
 Cristo ademais é nossa “santificação”, um processo que transcorre no presente e pelo qual chegamos a parecer com Ele.
 E em terceiro lugar, Cristo é nossa “redenção”. O contexto indica que se refere à redenção de nossos corpos, e por isso faz referência indireta à glória futura.
Essas três realidades são evidência do poder de Deus em nós, por meio de Cristo. Em outras palavras, Cristo é a demonstração do poder de Deus, nestes três fatos relatados que se cumprem, respectivamente, no passado, no presente e no futuro. Em nenhum sentido podemos atribuir estas realidades a mérito nosso. Tudo se deve à graça de Deus, através de Cristo na cruz.
O primeiro capítulo desta carta de Paulo culmina no versículo 31, onde o apóstolo cita o profeta Jeremias. Ainda que a referência de Paulo não é completa, vale a pena ler no Antigo Testamento, por sua pertinência neste tema:
Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço benevolência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor. (Jeremias 9:23-24)
A maioria dos convertidos de Corinto pertencia às classes mais baixas da sociedade. Embora houvesse exceções, não havia entre eles pessoas de influência; aristocratas e intelectuais.
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Mais bem, os que aceitavam o evangelho eram os incultos, os pobres, os socialmente excluídos e os escravos. O fato de que o evangelho havia chegado a eles para salvá-los e transformá-los, foi outra evidência que Paulo usou para mostrar que o poder de Deus se manifesta na fraqueza humana.
A quem pregamos?
Como aplicamos este ensinamento à situação de hoje?
 O apóstolo não afirma em nenhum momento, que Deus não salvará pessoas inteligentes, ricas ou influentes. Paulo, que antes era Saulo de Tarso, era uma pessoa instruída e sábia.
 Em Corinto se havia convertido Crispo, regedor e chefe da sinagoga local.
 É interessante a quem Paulo menciona nas saudações que envia a igreja em Corinto à Roma, na carta que Paulo os escreve estando em Corinto.
 Um dos mencionados no último capítulo é Gaio, um homem tão rico que poderia ter oferecido hospitalidade a toda a comunidade cristã em Corinto.
 Outro deles, Erasto, era encarregado das obras públicas da cidade.
Estes exemplos são importantes para que façamos uma correta aplicação dos ensinamentos do apóstolo. Seria errado pensar, por exemplo, que não devemos evangelizar os universitário, os líderes da comunidade ou os ricos.
 O QUE PAULO DECLARA  É QUE O PODERDE DEUS SÓ PRODUZ SALVAÇÃO NOS FRACOS. SE ALGUÉM QUE É FORTE DO PONTO DE VISTA HUMANO QUER SER SALVO, DEVE ESTAR DISPOSTO A SE TORNAR FRACO.
 Jesus Cristo ensinou claramente esta verdade, quando bendisse aos meninos e disse que os que querem entrar no Reino de Deus têm que se fazer como um deles (Marcos 10:13-15).
Poder na fraqueza de quem prega
E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus,não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em
demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. (I Coríntios 2:1-5)
DEUS ELEGEU A FRAQUEZA E LOUCURA DA CRUZ PARA NOS SALVAR, E SÓ OS QUE SE RECONHECEMDÉBEIS PODEM RECEBER ESSA MENSAGEM DE SALVAÇÃO.
Agora, o apóstolo agrega que o mensageiro do evangelho não tem poder senão em sua fraqueza.
HUDSON TAYLOR, QUE VIVEU NO SÉCULO XIX FOI FUNDADOR DAS MISSÕES À CHINA, DIZIA QUETODOS OS GIGANTES DE DEUS FORAM PESSOAS FRACAS.
Isto é muito certo com respeito ao apóstolo Paulo.
Em contraste com aqueles a quem os chamava de super- apóstolos, Paulo não confiava em suas próprias habilidades. Aqueles eram soberbos, tinham confiança em si mesmos e se jactavam de sua própria autoridade e poder. Com sua atitude estavam causando problemas na igreja em Corinto.
Paulo disse muito claramente que os que assim atuavam eram falsos apóstolos. Ele, pelo contrário, se reconhecia fraco e recusava usar sua própria sabedoria humana.
Paulo havia renunciado a filosofia humana e havia escolhido a cruz de Cristo. Ademais havia renunciado à retórica grega e havia adotado confiar só no poder do Espírito.
Ao começar o capítulo 2 Paulo declara, uma vez mais,
 que ele não quer apelar à Sabedoria humana senão unicamente a Jesus Cristo, e a este crucificado.
 Confessa aos coríntios que ao chegar ali havia se sentido nervoso e assustado. No entanto, em vez de confiar em sua própria retórica, pôs sua confiança na demonstração do Espírito e do poder de Deus. Esta confissão de fraqueza não é típica dos pregadores evangélicos na atualidade.
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Nos seminários se preocupam em inculcar nos estudantes confiança em si mesmos e destreza na pregação. Se Paulo se matriculasse em um seminário hoje, provavelmente não o considerarão um estudante muito promissor. Seguramente lhe haviam dito: “Paulo, você é um cristão maduro; não tem nenhum motivo para estar nervoso. Por um acaso você não sabe o que é estar cheio do Espírito Santo? Você deve ser forte e mostrar confiança em si mesmo”.
 Ainda que fosse inteligente e tivesse uma personalidade forte, ao mesmo tempo era frágil e emocionalmente vulnerável.
 Porém Paulo não tinha vergonha de admitir que tivesse medo.
 Chegou até nós uma descrição do apóstolo que data do século III, que pode ou não ser precisa. Esta tradução diz que Paulo era uma pessoa de pouca estatura, feio, calvo,encurvado e sobrancelhas muito cerradas.
No Novo Testamento, lemos que seus opositores diziam dele que sua aparência física era fraca e que não era eloquente ao falar. Não era precisamente alguém a quem valeria a pena olhar e escutar! Seguramente tudo isso contribuía com esse sentimento de debilidade que tinha Paulo. Mas em sua fraqueza, ele recordava e recorria ao poder de Deus.
A menção, no versículo 4,
à demonstração do Espírito e do poder em sua pregação provavelmente não se refere a milagres, ainda que também os tenha feito.
 É mais provável que se refere ao milagre de conversão de seus ouvintes. Cada apresentação do evangelho envolve um encontro de poder entre Cristo e Satanás, e em cada conversão se demonstra o poder superior de Jesus Cristo.
 Isto é possível porque o Espírito Santo toma nossas palavras, pronunciadas com fraqueza, e com Seu poder as leva à mente, ao coração e à consciência dos que escutam, para que possam reconhecer a verdade e crer.
Quem converte aos pecadores?
Uma vez mais, não devemos interpretar equivocadamente este ensinamento de Paulo.
 Não nos é pedido reprimirmos nossa personalidade ou que simulemos ser fracos.
 Tão poucos e sugere que cultivemos uma falsa fragilidade, ou que renunciemos usar a razão quando apresentamos o evangelho.
 Mais bem, o que o apóstolo exemplifica e ensina é um reconhecimento honesto de que nós não podemos salvar a ninguém. Não é uma personalidade envolvente nem a persuasão inteligente que produz convicção. Só o Espírito Santo pode converter.
 Só Deus dá vista aos cegos e vida aos mortos. É o Espírito de Deus quem manifesta Seu poder por meio do evangelho de Jesus Cristo. O poder não está em nós, como tão pouco estava em Paulo; está na cruz e no Espírito Santo.
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UM Exemplo : ” Aquelas conversões foram duradouras. Sem dúvida, é um exemplo de que o poder de Deus se mostra ainda mais em nossa fraqueza.
O Cordeiro de Deus
Temos uma mensagem apresentada em uma cruz, que expressa fraqueza. Esta mensagem é proclamada por pregadores fracos, cheios de temor. E é recebida por pessoas fracas, desprezadas pelo mundo. Deus quis escolher um instrumento fraco para apresentara mensagem de Cristo crucificado aos proletários em Corinto, e Ele atua da mesma maneira hoje.
O principio do poder na fraqueza alcança sua máxima expressão na pessoa deCristo.
Sendo Deus, não se aferrou a Sua condição; pelo contrário, se esvaziou de Seu poder e Sua glória, e se humilhou para nos servir e nos salvar. Depois de ser batizado por João, Jesus foi tentado no deserto da Judéia. Ali, o diabo lhe ofereceu poder, mas Jesus Cristo o repeliu. Pelo contrário, com firmeza se dirigiu a Jerusalém e se entregou voluntariamente à máxima expressão de fraqueza e humilhação: a morte na cruz. Por isso Deus o exaltou a mais alta honra.
Se acompanharmos a João no capítulo 4 de Apocalipse, veremos uma porta aberta no céu.
1. A primeira coisa que se vê desta porta aberta é um trono, símbolo de poder e soberania. É o trono do Reino de Deus.
2. O apóstolo João continua descrevendo sua visão e algo nos enche de assombro. No trono não somente reconhece Deus em toda Sua grandeza, senão a um Cordeiro “como imolado”.
3. Se o trono é símbolo de poder, o cordeiro tosquiado e sacrificado é símbolo de fraqueza. Em outras palavras, ali, no trono da eternidade, reina o poder através da fraqueza. Deus em Cristo, na cruz; e o Cordeiro de Deus, no trono. Essa é a própria essência de Deus. Que haja em nós a mesma atitude que houve em Cristo Jesus!
4. Isto é o que o mundo mais precisa. Este é o tipo de líder cristão que a igreja precisa hoje. Onde estão? Líderes e evangelistas que olhem para o Cordeiro no trono e o sigam aonde quer que Ele vá.Homens e mulheres que renunciem à sabedoria e ao poder deste
mundo, porque sabem que o poder de Deus se manifesta na sua fraqueza.
Obs. Este material foi retirado do Livro Igreja Viva de John Stott.
Editora ABU

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

QUANDO PASSAMOS DA MORTE PARA A VIDA?







Você sabe responder a esta pergunta?


Prepare-se para se comprometer um pouco mais....




I João 3:14




14 Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte.



Deus nos chama para amarmos uns aos outros. Nestes ultimos dias o Espirito do Senhor clama pela unidade da igreja. Renovem alianças, desejem o amor sobrenatural em unidade de Espirito, uma só mente, um só coração.

O Senhor não aprova corações que maquinam o mal contra seus irmãos. Soberba, inveja, disputas por poder, ser reconhecido por homens, possuir cargos.

O nosso ministério começa em casa, os nossos relacionamentos devem ser curados e restaurados, nosso agir em casa irrepreensiveis, a unidade e o amor deve ser o ar que respiramos em nossos lares.

Nosso casamento deve estar em perfeita harmonia com a palavra de Deus, mulheres virtuosas e maridos que amam e se entregam por suas esposas como Cristo o fez por sua igreja.

A primeira revelação que recebemos de Deus é o próprio conserto para as nossas casas, porque insistir em ver o irmão de pé se você mesmo está caído?

Pode um cego guiar outro cego?

Peça revelação para o que há em você que deve ser mudado, transformado por Deus. Pare de olhar para o seu irmão. Falar mal dele não nos faz certos, nossas atitudes e que vão dizer se estamos certos ou errados.


Ame. Ame o próximo como você ama a si mesmo, e faça aos outros aquilo que gostaria que fizessem a você. É um exercicio diário. Pratique. Converta-se.


Foi preciso dizer para os animais se amarem? Então, porque você que se diz racional e é ensinado não faz o que Deus manda?

sábado, 1 de novembro de 2008

QUAL A RELIGIÃO CERTA?

JESUS não é religião, IGREJA não são templos, nós somos a igreja, nós somos o corpo de Cristo

ATOS 7 :44

44 Entre os nossos pais no deserto estava o tabernáculo do testemunho, como ordenara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto;
45 o qual nossos pais, tendo-o por sua vez recebido, o levaram sob a direção de Josué, quando entraram na posse da terra das nações que Deus expulsou da presença dos nossos pais, até os dias de Davi,
46 que achou graça diante de Deus, e pediu que lhe fosse dado achar habitação para o Deus de Jacó.
47 Entretanto foi Salomão quem lhe edificou uma casa;


48 mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta:

49 O céu é meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual o lugar do meu repouso?

50 Não fez, porventura, a minha mão todas estas coisas?

O Espirito do Senhor pergunta: "Que tipo de casa me edificareis?"
Que tipo de templo você tem edificado para que o Senhor habite?

Você deita em cama suja? Antes vc não a limpa, retirando toda a sujeira para poder deitar nela? Porque você acha que o Espirito Santo iria habitar em um templo sujo que aguarda em vários nascimentos a regeneração da alma corrompida pelo pecado?

Ele, o Deus Altissimo criador dos céus e da Terra quer habitar em nós hoje, quer fazer morada, quer ser entronizado em nosso coração, que é o seu templo. Mas quem quer pagar o preço de destronar o seu "ego"?

Quem quer sentir a dor de ser confrontado em seu pecado? Quem quer se humilhar e reconhecer que precisa de conversão diária e genuína?

A graça de Deus não é muletas!!! Não andaremos em pecado para que superabunde a graça de Deus, não é mesmo? Isso já foi dito!

Há verdade em mim quando digo que amo a Deus? Sou "bom" mesmo a ponto de agradar a Deus? Mereço mesmo o céu?
A sua caridade não enche os olhos de Deus, Ele não está nem aí para o quão bonzinho e caridoso você possa ser, ele sonda o seu coração,Conhece os seu pensamentos contempla o seu deitar e o seu levantar e sabe que você é mau e tem uma natureza chamada : pecaminosa da qual você desfruta todos os dias para alimentar a sua carne.
Hebreus 4
12 Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
13 E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.

Ela corta, e esse corte dói demais porque é muito profundo, e até aquele quartinho trancado dentro do meu coração que não abro de jeito nenhum para o Espírito Santo , ele sabe o que tem lá. Não adianta se escoder, atrás de seus estudos e culturas, os olhos de Deus estão sobre toda a terra, cujos “habitantes, para Ele, são como gafanhotos, e as nações como a gota que resta no balde”. Para ele é simples assim, com apenas um sopro dissipa toda à altivez dos argumentos humanos, decaídos pelo pecado.
"É pela graça e não por obras para que ninguém se glorie". Portanto siga essa religião:


24 Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, [tome] a sua cruz, e siga-me;
Mateus 16:24